A Will Financeira, conhecida como Will Bank, teve a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central (BC) na quarta-feira (21/1) e, por esse motivo, os usuários da instituição que possuem dinheiro ou investimentos em Certificado de Depósito Bancário (CDB) podem ser ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), respeitados os limites previstos pela legislação. A Will Financeira era controlada pelo Banco Master, que já é alvo de investigação da Polícia Federal (PF). A instituição figura no site do FGC como uma das associações, e isso permite que as pessoas possuam dinheiro em conta ou os seus depósitos em CDBs possam ser cobertos pelo fundo. No entanto, ainda não há um prazo de quando essa cobertura acontecerá. Isso porque o processo, para começar, depende de outros fatores, entre eles a nomeação de um liquidante para a Will Financeira.

    De acordo com o aplicativo do FGC, a liquidação extrajudicial da Will Financeira e o fato de aguardar a lista de credores que será enviada pelo liquidante da instituição já constam como informações disponíveis. A lista de credores a serem ressarcidos inclui as pessoas físicas que possuem dinheiro em conta e os que investiram em CDBs. No entanto, para que o processo de ressarcimento possa realmente acontecer, devem ser abertos os pedidos de ressarcimento após o liquidante da Will repassar a lista de pessoas e valores que seriam ressarcidos. Logo ao acessar o aplicativo FGC, aparece uma mensagem informando que alguns pedidos, como os relativos à Will, ainda não estão disponíveis.

    Ainda, a cobertura dos investimentos pelo FGC já é informada quando o cliente adquire a apólice. Em geral, o FGC é uma ferramenta que visa proteger os investidores em caso de uma instituição financeira entrar em crise e ter seus ativos bloqueados por conta de uma falência. No entanto, com a liquidação extrajudicial da Will Financeira, todas as operações que eram realizadas por essa instituição vêm a ser afetadas. É o caso das movimentações bancárias e do uso de cartões de crédito ou débito, que ficaram interrompidos a partir da decisão do Banco Central.

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    Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]