Uma empresa chamada G44 Brasil e seu braço operacional em São Paulo, a A&Z Liberty, estão no centro de uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por suposto envolvimento em um esquema de pirâmide financeira que teria causado um prejuízo superior a R$ 1 bilhão e atingido milhares de vítimas em todo o país. A promessa era de lucros mensais de até 11% e uma mina de esmeraldas em Goiás como garantia. No entanto, o MPDFT afirma que a empresa usou fachada mineral, contratos simulados e sofisticadas manobras de lavagem de dinheiro para enganar os investidores. As vítimas eram atraídas por meio de redes sociais, grupos de WhatsApp, Instagram e eventos presenciais que criavam um ambiente de euforia e falsa credibilidade, com pedras sendo exibidas e distribuídas como “brindes” para simular lastro real e garantia de pagamento futuro. Com o colapso do fluxo financeiro, a empresa começou a oferecer esmeraldas como forma de “quitação” das dívidas, mas as pedras não possuíam valor comercial significativo e eram acompanhadas de laudos e avaliações fraudulentos.

    A investigação do MPDFT revelou que a G44 Brasil e a A&Z Liberty promoviam o negócio por meio de uma estrutura hierárquica definida, com Saleem Ahmed Zaheer como presidente. Os investidores assinavam contratos de Sociedade em Conta de Participação (SCP), nos quais figuravam como “sócios ocultos”, enquanto a G44 Brasil atuava como sócia ostensiva. Na prática, os recursos de novos investidores eram utilizados para pagar os mais antigos, caracterizando um típico esquema Ponzi. As vítimas também eram induzidas a aderir a um sistema chamado BackOffice e pagar taxas de 5% a 10% para receber os supostos créditos em pedras. O gemólogo envolvido na emissão de laudos acabou preso posteriormente por falsificação de documentos ligados à mineração, reforçando a suspeita de que a “solução em esmeraldas” era apenas uma manobra para ganhar tempo e dificultar intervenções judiciais.

    A denúncia apresentada à 4ª Vara Criminal de Brasília detalha como a empresa G44 Brasil e seu braço operacional em São Paulo, a A&Z Liberty, estruturaram o esquema de pirâmide financeira. A promotora afirma que as vítimas eram atraídas por meio de uma combinação de marketing agressivo e lavagem de dinheiro sofisticada. Com o passar do tempo, o esquema começou a desmoronar, e as vítimas começaram a procurar respostas. O MPDFT estima que o prejuízo causado pelo esquema seja superior a R$ 1 bilhão, e que milhares de pessoas tenham sido afetadas em todo o país. A investigação ainda está em andamento, e é possível que mais pessoas sejam acusadas de envolvimento no esquema.

    A empresa G44 Brasil e seu braço operacional em São Paulo, a A&Z Liberty, usaram uma variedade de táticas para enganar os investidores, incluindo a criação de um ambiente de euforia e falsa credibilidade. As vítimas eram levadas a acreditar que estavam investindo em uma mina de esmeraldas lucrativa, quando na realidade estavam apenas financiando o esquema de pirâmide financeira. O caso é um lembrete de que os investimentos que parecem demasiado bons para ser verdadeiro geralmente o são, e que é importante fazer uma pesquisa cuidadosa e buscar aconselhamento de profissionais antes de investir. Além disso, o caso também destaca a importância de estar atento a esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras, e de reportar qualquer atividade suspeita às autoridades competentes.

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    Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]